Desde quando discutimos em sala o texto de Jesus Martín-Barbero sobre a televisão e o olhar meio desconfiado e, às vezes, até mesmo negativo com que os intelectuais a olham, vinha pensando em escrever sobre isso. Até porque agora estou estudando televisão (mais especificamente telejornalismo) e estou achando interessantíssimo perceber como nossa memória televisiva diz muito das nossas experiências e das nossas visões de mundo. Associamos nossa infância a determinados desenhos, nossa juventude a determinados filmes e seriados, nossa vida a um reality show...Na América Latina e no Brasil, em particular, as telenovelas, os programas de auditório, os telejornais populares, apesar de muito criticados e sempre aproximados da ideia de que manipulam o povo, carregam muito de nossa cultura e de nossos modos de recepção, além é claro de reconfigurá-los.
Pensando nisso tudo lembrei da música Televisão dos "Titãs", a qual diz: "A televisão me deixou burro, muito burro demais; Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais".
E mesmo depois de muitos anos e de novos estudos sobre a televisão e suas (re) apropriações tanto da cultura popular quanto da erudita, ainda há muita gente que pensa que a TV é um meio de manipular massas que, indefesas e sem cultura, não são capazes de escolher, interpretar e muito menos recusar ao que lhes é dado. O curioso é notar que na noção de massa, nunca está incluso o"eu", afinal a massa sempre é o outro, aquele "povo" que se deixar cooptar pelo discurso fácil propagado pela indústria cultural nas horas livres, tal qual diriam os Frankfurtianos.
E afirmo isso, pois outro dia estava ouvindo a música Xanel n 5, do Teatro Mágico e do Zeca Baleiro. Assistam ao vídeo, ouçam a letra da música e vejam que Barbero tinha razão ao anunciar o "mal-olhado dos intelectuais" sobre uma das formas de expressão cultural mais ricas da América Latina.
Pensando nisso tudo lembrei da música Televisão dos "Titãs", a qual diz: "A televisão me deixou burro, muito burro demais; Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais".
E mesmo depois de muitos anos e de novos estudos sobre a televisão e suas (re) apropriações tanto da cultura popular quanto da erudita, ainda há muita gente que pensa que a TV é um meio de manipular massas que, indefesas e sem cultura, não são capazes de escolher, interpretar e muito menos recusar ao que lhes é dado. O curioso é notar que na noção de massa, nunca está incluso o"eu", afinal a massa sempre é o outro, aquele "povo" que se deixar cooptar pelo discurso fácil propagado pela indústria cultural nas horas livres, tal qual diriam os Frankfurtianos.
E afirmo isso, pois outro dia estava ouvindo a música Xanel n 5, do Teatro Mágico e do Zeca Baleiro. Assistam ao vídeo, ouçam a letra da música e vejam que Barbero tinha razão ao anunciar o "mal-olhado dos intelectuais" sobre uma das formas de expressão cultural mais ricas da América Latina.
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