segunda-feira, dezembro 6

Medéia, a princesa de Cólquida


Sabe-se que Medéia era filha de Eetes, filho do deus Sol, rei de Cólquida (atualmente território pertencente à Geórgia). Medéia era devota da deusa Hécate, deusa conhecida na Grécia Clássica por ser uma titã que ficou do lado de Zeus na Titanomaquia e que foi agraciada por esse feito, nos versos 412 a 415, na Teogonia. Anterior a essa participação na titanomaquia, na Teogonia escrita por Hesíodo, é informado por este aedo nos versos 409 a 411 que a Deusa Astéria uniu-se à Perses e gerou a Deusa Hécate. Esta Deusa é responsável pelas artes mágicas. Pesquisando sobre essas artes mágicas nas quais Medéia era seguidora, num livro chamado: As Plantas Mágicas (Botânica Oculta) dedicado ao médico e alquimista Paracelso, informa que o trabalho que era realizado com plantas que ajudavam a curar, era difundido desde o início da nossa civilização, muito antes de Cristo, contudo devido à falta de conhecimento ou conhecimento muito limitado ainda numa sociedade com poucos recursos tecnológicos achavam que essa cura tinha a ver com bruxaria, feitiçaria.

A partir do século XIV é que surge na Europa o nome Farmácia, para esse tipo de manipulação de ervas que ajudam a curar enfermidades. Isso leva a crer que Medéia tenha sido detentora desse tipo de ciência, que tem como tema, segundo ainda o mesmo livro, a procura do equilíbrio curador da natureza com Deus. Como devota de Hécate e sendo descendente desta, talvez tenha ficado responsável por ir adiante com este conhecimento, tendo como tia Circe, que segundo a Odisséia de Homero era também conhecida como feiticeira. Por amor Medéia traiu a própria família para ajudar Jasão, que depois passou a trocá-la por uma mulher grega como ele, e muito mais jovem e rica, talvez por segurança financeira ou para manter o poder visto que ele reclamava pelo reino de Tessália.

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