
Revolucionária, feminista, jornalista, escritora e autora de peças de teatro, entre 1.788 e 1.793, é a única mulher a testemunhar os principais episódios que culminaram na Revolução Francesa e a escrever, no calor da hora sobre eles. Sua coragem é chamada de loucura e heresia. Foi uma defensora da democracia e dos direitos das mulheres. Como apaixonada advogada dos direitos humanos, Olympe de Gouges abraçou com destemor e alegria a deflagração da Revolução. Mas logo se desencantou com a constatação de que a fraternité da Revolução Francesa não incluía as mulheres no que se refere à igualdade de direitos. Na sua Declaração dos direitos das mulheres e da cidadã de setembro de 1791, texto que a imortaliza, desafiou a conduta injusta da autoridade masculina e da relação homem-mulher que expressou-se na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Devido aos escritos e atitudes pioneiras, foi guilhotinada na praça da Revolução, Paris. Os escritos feministas de sua autoria alcançaram enorme audiência. Os primeiros passos do feminismo foram dados no sentido de se reivindicar a igualdade formal entre homens e mulheres. Antes de morrer afirma: “A mulher tem o direito de subir ao cadafalso, ela deve ter igualmente o direito de subir à tribuna”.
Último parágrafo – conclusão - Declaração dos direitos das mulheres e da cidadã
Mulher, desperta-te; a força da razão se faz escutar em todo o universo; reconhece teus direitos. O poderoso império da natureza não está mais envolto de preconceitos, de fanatismo, de supertição e de mentiras. A bandeira da verdade dissipou todas as nuvens da tolice e da usurpação. O homem escravo multiplicou suas forças e teve necessidade de recorrer às tuas, para romper os seus ferros. Tornando-se livre, tornou-se injusto em relação a sua companheira.
Oh mulheres.
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