quinta-feira, dezembro 9

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Quero ficar, mas não sei onde?!
Quero seguir, por quê?
Quero gritar, esvaziar a dor no peito
Depois ficar num canto, guardar as minhas reminiscências

Quero esperar até o sol nascer
Para ir sem rumo, sem trilha, sem destino
Seguindo... Seguindo... Seguindo pelos caminhos tortuosos da vida
Levar um jornal passado e ver que o ontem de nada valeu
O hoje não deixa esperanças
O amanhã fica para o deus dará.

Por Vanessa Matos

Uma experiência virtual

A aplicação da informática na educação pode e deve ser uma aliado que agrega conhecimentos e valores. Acreditando nisso, promovi na Escola Dorilândia, juntamente com outros colegas, o Projeto "Ciranda de Fábulas", no qual os alunos do 4° ano ano do Ensino Fundamental tiveram contato com esse gênero textual, conhecendo suas características, personagens e principais autores, apropiando-se portanto da escrita.

Numa parceria com a professora de informática, Carla Sardeiro, produzimos coletivamente e individualmente fábulas em sala de aula, e depois no labolatório de informática, os alunos digitaram seus textos, assim como inseriram ilustrações relativas às histórias. Ao final do projeto, realizamos o lançamento do livro virtual "Ciranda de Fábulas", quando cada aluno recebeu um DVD-ROM com as compilações das obras produzidas.

Para conhecer esse trabalho clique aqui.

*Tatiana Neves, Professora do 4° ano do Ensino Fundamental da Escola Dorilândia

Sobre "O mal-olhado dos intelectuais"

Desde quando discutimos em sala o texto de Jesus Martín-Barbero sobre a televisão e o olhar meio desconfiado e, às vezes, até mesmo negativo com que os intelectuais a olham, vinha pensando em escrever sobre isso. Até porque agora estou estudando televisão (mais especificamente telejornalismo) e estou achando interessantíssimo perceber como nossa memória televisiva diz muito das nossas experiências e das nossas visões de mundo. Associamos nossa infância a determinados desenhos, nossa juventude a determinados filmes e seriados, nossa vida a um reality show...

Na América Latina e no Brasil, em particular, as telenovelas, os programas de auditório, os telejornais populares, apesar de muito criticados e sempre aproximados da ideia de que manipulam o povo, carregam muito de nossa cultura e de nossos modos de recepção, além é claro de reconfigurá-los.

Pensando nisso tudo lembrei da música Televisão dos "Titãs", a qual diz: "A televisão me deixou burro, muito burro demais; Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais".

E mesmo depois de muitos anos e de novos estudos sobre a televisão e suas (re) apropriações tanto da cultura popular quanto da erudita, ainda há muita gente que pensa que a TV é um meio de manipular massas que, indefesas e sem cultura, não são capazes de escolher, interpretar e muito menos recusar ao que lhes é dado. O curioso é notar que na noção de massa, nunca está incluso o"eu", afinal a massa sempre é o outro, aquele "povo" que se deixar cooptar pelo discurso fácil propagado pela indústria cultural nas horas livres, tal qual diriam os Frankfurtianos.

E afirmo isso, pois outro dia estava ouvindo a música Xanel n 5, do Teatro Mágico e do Zeca Baleiro. Assistam ao vídeo, ouçam a letra da música e vejam que Barbero tinha razão ao anunciar o "mal-olhado dos intelectuais" sobre uma das formas de expressão cultural mais ricas da América Latina.

quarta-feira, dezembro 8

Antígona


Numa das mais belas e dramáticas tragédias já escritas, Sófocles devassa em toda a sua profundidade o amor, a lealdade e a dignidade. Conta a história de Antígona, uma figura da mitologia grega, filha de Édipo e Jocasta, que deseja enterrar seu irmão Polinice, que atentou contra a cidade de Tebas, mas o tirano da cidade, Creonte, promulgou uma lei impedindo que os mortos que atentaram contra a lei da cidade fossem enterrados, o que era uma grande ofensa para o morto e sua família, pois a alma do morto não faria a transição adequada ao mundo dos mortos. Antígona, enfurecida, vai então sozinha contra a lei de uma cidade e enterra o irmão, desafiando todas as leis da cidade, Antígona, é então capturada e levada até Creonte, que a sentencia à morte. Muito mais do que simples “rebeldia” este ato na época pode ser interpretado como uma luta de inserção no mundo, pois Antígona através de seu discurso ativo e feroz tenta alcançar seu objetivo.
Antes de qualquer análise, Antígona personagem principal da peça é uma heroína, pois mesmo sendo meiga e suave, angelical, pura e humilde ela é determinada e altiva, e luta bravamente para romper valores muito fortes. Na época de Sófocles a mulher tinha seus direitos bastante restritos à manutenção do lar e ao cuidado para com os filhos, somente os homens tinham acesso às atividades públicas como a filosofia, a política e a arte, sendo assim, a mulher servia de suporte à vida do homem. As citações a seguir comprovam este comportamento machista da época.

Aristóteles dizia que “a mulher é mulher em virtude da falta de certas qualidades”.

Pitágoras disse “há um princípio bom que criou a ordem, a luz e o homem, e um princípio mau que criou o caos, as trevas e a mulher”.

Travessuras do Eusébio

Jornalista cria site para estimular criatividade infantil



"Agora é fácil patrulhar os quatro cantos do Brasil. E muito mais se encantar pela imaginação. Lançado no mês de março, o site Travessuras do Eusébio é um espaço de interação entre os leitores e a magia de inventar. Toda semana, Eusébio, um tucano mágico, e a amiga Katarina, uma gaivota ridícula de tão magra, irão compartilhar as suas aventuras com uma galerinha na faixa dos sete aos onze anos.

Entre o postal para os amigos, uns caminhos embolados no labirinto ou uma caça às palavras, eles poderão exercitar a escrita e dar continuidade as danadices da dupla. Depois, é só enviar o texto de, no máximo 30 linhas, para o blog do tucano. A melhor versão da semana, escrita pelos leitores, sairá do blog para o site, direcionando a narrativa da jornalista Vanessa Aragão. O objetivo? Publicar um livro com as aventuras do tucano recortadas pelo olhar infantil.

A proposta de interagir com as crianças é uma estratégia da jornalista, especialista em Literatura e Cultura Brasileira, para dar um empurrãozinho a formação de novos leitores. E nada melhor do que buscá-los no seu ambiente preferido, a internet. (...)

“ Precisamos aproveitar o potencial da internet para tornar a leitura um ato mais prazeroso, com a ajudinha de personagens brasileiros”, explica a autora. No site, os leitores-escritores também poderão acompanhar o Eusébio em redes sociais, como orkut, facebook e twitter."

Matéria retirada do Portal Literal.

Site: Travessuras do Eusébio
Blog: Histórias do Eusébio
Jornalista Vanessa Aragão

terça-feira, dezembro 7

Olympe de Gouges



Revolucionária, feminista, jornalista, escritora e autora de peças de teatro, entre 1.788 e 1.793, é a única mulher a testemunhar os principais episódios que culminaram na Revolução Francesa e a escrever, no calor da hora sobre eles. Sua coragem é chamada de loucura e heresia. Foi uma defensora da democracia e dos direitos das mulheres. Como apaixonada advogada dos direitos humanos, Olympe de Gouges abraçou com destemor e alegria a deflagração da Revolução. Mas logo se desencantou com a constatação de que a fraternité da Revolução Francesa não incluía as mulheres no que se refere à igualdade de direitos. Na sua Declaração dos direitos das mulheres e da cidadã de setembro de 1791, texto que a imortaliza, desafiou a conduta injusta da autoridade masculina e da relação homem-mulher que expressou-se na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Devido aos escritos e atitudes pioneiras, foi guilhotinada na praça da Revolução, Paris. Os escritos feministas de sua autoria alcançaram enorme audiência. Os primeiros passos do feminismo foram dados no sentido de se reivindicar a igualdade formal entre homens e mulheres. Antes de morrer afirma: “A mulher tem o direito de subir ao cadafalso, ela deve ter igualmente o direito de subir à tribuna”.

Último parágrafo – conclusão - Declaração dos direitos das mulheres e da cidadã

Mulher, desperta-te; a força da razão se faz escutar em todo o universo; reconhece teus direitos. O poderoso império da natureza não está mais envolto de preconceitos, de fanatismo, de supertição e de mentiras. A bandeira da verdade dissipou todas as nuvens da tolice e da usurpação. O homem escravo multiplicou suas forças e teve necessidade de recorrer às tuas, para romper os seus ferros. Tornando-se livre, tornou-se injusto em relação a sua companheira.

Oh mulheres.

segunda-feira, dezembro 6

Medéia, a princesa de Cólquida


Sabe-se que Medéia era filha de Eetes, filho do deus Sol, rei de Cólquida (atualmente território pertencente à Geórgia). Medéia era devota da deusa Hécate, deusa conhecida na Grécia Clássica por ser uma titã que ficou do lado de Zeus na Titanomaquia e que foi agraciada por esse feito, nos versos 412 a 415, na Teogonia. Anterior a essa participação na titanomaquia, na Teogonia escrita por Hesíodo, é informado por este aedo nos versos 409 a 411 que a Deusa Astéria uniu-se à Perses e gerou a Deusa Hécate. Esta Deusa é responsável pelas artes mágicas. Pesquisando sobre essas artes mágicas nas quais Medéia era seguidora, num livro chamado: As Plantas Mágicas (Botânica Oculta) dedicado ao médico e alquimista Paracelso, informa que o trabalho que era realizado com plantas que ajudavam a curar, era difundido desde o início da nossa civilização, muito antes de Cristo, contudo devido à falta de conhecimento ou conhecimento muito limitado ainda numa sociedade com poucos recursos tecnológicos achavam que essa cura tinha a ver com bruxaria, feitiçaria.

A partir do século XIV é que surge na Europa o nome Farmácia, para esse tipo de manipulação de ervas que ajudam a curar enfermidades. Isso leva a crer que Medéia tenha sido detentora desse tipo de ciência, que tem como tema, segundo ainda o mesmo livro, a procura do equilíbrio curador da natureza com Deus. Como devota de Hécate e sendo descendente desta, talvez tenha ficado responsável por ir adiante com este conhecimento, tendo como tia Circe, que segundo a Odisséia de Homero era também conhecida como feiticeira. Por amor Medéia traiu a própria família para ajudar Jasão, que depois passou a trocá-la por uma mulher grega como ele, e muito mais jovem e rica, talvez por segurança financeira ou para manter o poder visto que ele reclamava pelo reino de Tessália.